Cantora, compositora, violeira, e agora apresentadora do programa Viola, minha Viola Especial, Adriana farias começou a cantar com 8 anos, por causa de seu tio que tinha um Duo e uma dupla, Chamado Leonardo e Dora, e a dupla Leonardo e Chiquinho, no qual a viola caipira já falou com seu coração, vindo mais tarde a herdar a viola do tio, nessa época começou as primeiros acordes , participando de vários festivais infantis, sedes de bairro e festinhas de escola, com 11 anos gravou o primeiro compacto com músicas sertanejas inclusive com músicas de autoria própria com nome de ANAYNA , com influência das polcas, chamamés e rasqueados. 

Neta de Espanhóis, apaixonada pelas versões brasileiras de músicas da fronteira cantadas em espanhol que ganharam versões em português e totalmente ligada à cultura e música caipira que sempre fez parte de toda sua carreira. Logo começou uma carreira com banda profissional, percorrendo o trecho fazendo shows em circos, em carreira solo ou abrindo o show de NHÀ BARBINA, pois nessa época o circo éra sempre muito bem frequentado por artistas famosos, como Chitãozinho e Xororó, Milionário e José Rico, Tonico e Tinoco e muitos outros. Dedicou-se ao estudo de canto lírico para aprimorar sua técnica, muitas vezes observada nos clássicos que exigem mais técnica, teve aulas com a professora Maria Guilhermina, que foi responsável por seu desenvolvimento vocal, mais tarde com Cláudia Mocci.

Adriana Farias  

Ganhou o concurso de uma rádio, muito famosa na época por divulgar a música sertaneja. “Morada do Sol”, de Araraquara (SP), foi aos Estados Unidos, representar o Brasil. O detalhe é que Adriana superou 450 concorrentes nessa disputa. Aos 15, já se apresentava pelo país, divulgando seu segundo CD (produção assinada pelo requisitado maestro Mário Campanha),. Os caminhos mudaram um pouco ao entrar em uma grande empresa (SUNSHINE) que na época, empresariava grandes artistas, tornando-se uma vocalista renomada no ramo, esse aprendizado que foi enriquecendo o seu currículo profissional com o passar do tempo. Convites importantes surgiram, e Adriana atuou com backing vocal para artistas do porte de Fábio Jr., Leandro & Leonardo e Wanessa Camargo e muitos outros. Parcerias musicais também não demoraram a surgir. Gravou o clássico “Índia” ao lado de Leonardo, no DVD do cantor. Feito repetido anos depois com Hebe Camargo, no último álbum da saudosa cantora e apresentadora. Um show de réveillon na Av. Paulista, para um público de 3 milhões de pessoas, e duas participações consecutivas num importante festival de chamamé da Argentina, são outras das passagens guardadas com carinho pela cantora.

Recentemente mais um feito notável: Adriana Farias aceita o desafio e vence o “Galopímetro” do “Festival Sertanejo” (SBT), surpreendendo o público e arrancando aplausos e elogios de Chitãozinho & Xororó, que apresentavam a atração, e Leonardo, outro convidado da noite. Foram intermináveis 42 segundos, um recorde de fôlego no refrão do clássico “Galopeira”. Apaixonada por viola e pela cultura caipira, Adriana Farias tem orgulho em defender a cultura caipira e cita como referência grandes mestres do segmento, como Tonico & Tinoco, Tião Carreiro & Pardinho, Milionário & José Rico, Belmonte & Amaraí, Inezita Barroso, Renato Teixeira, Almir Sater e Suzamar. Eclética e apreciadora da boa música, acima de tudo, não deixa de ouvir música caipira, folk, pop e romântico. Com todos esses ingredientes presentes em sua trajetória, Adriana Farias vive o melhor momento de sua carreira, alçando voos ainda mais altos com o lançamento do álbum “Beleza Rústica”, que traz dez faixas, sendo oito inéditas e duas regravações. A primeira escolhida para trabalho é “Águas da Serra”, uma canção com “cheiro de mato” que mostra outra faceta importante da artista: o dom de compor. A faixa ganhará um videoclipe, já em fase de produção, outra novidade para os fãs nesta nova fase da artista. Adriana assina outras letras do CD, mostrando versatilidade também como compositora. “Pagodão Bruto” é um daqueles pagodes tradicionais, com letra forte e interpretação vigorosa, além da batida única da violeira.

Em “Canto e Danço Catira”, Adriana Farias resgata uma das vertentes mais importantes do cancioneiro sertanejo. A cantora mostra o lado romântico na belíssima “Ainda Amo Você” (Adriana Farias/Cavallini)”, uma declaração de amor em forma de canção. Já “Vai Saudade” (Adriana Farias), uma deliciosa mistura de viola caipira, violão e violino, com pegada country, fala das mazelas de um amor não correspondido. “Derramado e Sem Freio”, mais uma autoral, é outra que tem como tema o coração e suas armadilhas. Não poderiam faltar duas releituras bem especiais para Adriana Farias. Ela escolheu “Canarinho do Peito Amarelo” (Tomas Mendez/ versão de Miltinho Rodrigues) e “Paixão Selvagem” (Josué Aparecido Teixeira/João Benedito Urbano). O álbum ainda traz mais duas inéditas: “Era Eu que Ia Dizer” (Renata Fausti/Raíza Oliveira) e outra pérola assinada por Adriana Farias, a envolvente “Julieta e Romeu”. “Beleza Rústica” chega com a proposta de ser um elo entre o tradicional e o moderno, um projeto concebido com um cuidado essencial em matéria de sonoridade, pautado pelo bom gosto e singeleza das letras e arranjos. Aposta que só poderia ser elaborada por Adriana Farias, uma cantora e musicista que faz questão de inovar, adotando um estilo único, porém sem deixar de lado as raízes que tanto inspiram sua trajetória. Em um segmento tradicionalmente dominado por homens, Adriana Farias é uma daquelas raras exceções que conseguem superar a regra. Violeira respeitada por crítica e público, intérprete com personalidade marcante e dona de um estilo próprio, a artista conquista cada vez mais espaço no cenário musical.

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